Transtornos Mentais

Depressão

 Classificado como um transtorno do humor, o transtorno depressivo maior é uma condição médica comum e caracteriza-se essencialmente por um período de pelo menos duas semanas durante as quais há humor deprimido ou perda de interesse ou prazer em quase todas as atividades do paciente. A patologia em geral inicia-se a partir da terceira década de vida, sendo duas a três vezes mais comum no sexo feminino. Com prevalência de cerca de 15% ao longo da vida e incidência de 5% ao ano, é classificada segundo a Organização Mundial de Saúde como um das dez doenças mais incapacitantes do mundo.

Apesar da alta prevalência o transtorno depressivo maior continua sendo mal diagnosticado, acarretando em impacto importante na qualidade de vida como, perdas de dias de trabalho, queda de produtividade, além de grave sofrimento psíquico e físico, podendo ocasionar pior evolução de doenças clínicas concomitantes e até morte por suicídio.  Além disto, a cronicidade de sintomas depressivos, aumenta de forma substancial a probabilidade de transtornos da personalidade, ansiedade e abuso de substâncias e diminui a probabilidade de que o tratamento seja seguido pela resolução completa dos sintomas.

O curso da doença é bastante variável, de modo que alguns indivíduos jamais experimentam remissão. A literatura atual demonstra que 30 a 40% dos pacientes deprimidos não respondem ao tratamento com antidepressivos, mesmo em uso de doses e duração adequada. 60% a 70% não conseguem atingir a remissão completa, mais de 20% não se recuperam após dois tratamentos e 10% continuam deprimidos apesar de múltiplas intervenções.

A ausência de remissão dos sintomas associa-se ao maior risco de recaída, recorrência, episódios depressivos crônicos e períodos mais curtos entre os episódios, permanecendo o comprometimento funcional e o aumento do risco de comorbidades clínicas. Portanto, o diagnóstico e tratamento adequado deste transtorno, deve ser realizado de forma adequada e plena, objetivando a remissão completa dos sintomas, visando de tal modo, a melhoria da qualidade de vida das pessoas acometidas, bem como o impedimento de cronicidade da doença e de desfechos mal sucedidos.

Transtorno afetivo bipolar (TAB)

O transtorno afetivo bipolar é um transtorno crônico do humor, episódico, grave e algumas vezes pode cursar com sintomas psicóticos. Segundo a Organização Mundial de Saúde, atualmente, o TAB é uma das dez doenças mais incapacitantes do mundo, com etiologia e neurobiologia complexa e não totalmente conhecida.

A patologia divide-se em dois tipos:

Transtorno afetivo bipolar tipo I: caracteriza-se por um ou mais episódios maníacos ou mistos, geralmente, acompanhados por episódios depressivos maiores.

Transtorno afetivo bipolar tipo II: caracteriza-se por um ou mais episódios depressivos maiores, acompanhados por, pelo menos, um episódio hipomaníaco.

Episódio maníaco: definido por um período distinto, no decorrer do qual manifesta-se um humor anormal e persistentemente elevado, expansivo ou irritável, com duração, de pelo menos, uma semana ou menos, se houver hospitalização.

A perturbação do humor caracteriza-se pela presença de, pelo menos, três sintomas adicionais ao humor expansivo ou autoestima elevada, dentre eles: pressão por falar, agitação psicomotora, envolvimento excessivo em atividades prazerosas, fuga de ideias, necessidade reduzida de sono e distraibilidade. Se o humor for apenas irritável, será necessária a presença, de quatro, dos sintomas anteriormente citados.

Episódio hipomaníaco: consiste em um período distinto, durante o qual existe um humor anormal e persistentemente elevado, expansível ou irritado, com duração mínima de 4 dias. Comparado com um episódio maníaco, um episódio hipomaníaco não é suficientemente grave, a ponto de causar prejuízo acentuado no funcionamento social ou ocupacional ou de exigir hospitalização, nem a presença de sintomas psicóticos.

O TAB tipo I afeta, aproximadamente, 0,8% da população adulta, enquanto o TAB tipo II afeta cerca de 0,5% da população. Na prevalência dobre os sexos, o TAB tipo I demonstra equivalência, afetando homens e mulheres em igual proporção. O TAB tipo II, exibe maior prevalência no sexo feminino.

Estudos epidemiológicos relatam uma idade média de início, aos 21 anos, para o transtorno afetivo bipolar, situando-se a idade de pico dos primeiros sintomas entre os 15 e 19 anos, seguidos por 20 e 24 anos. Os estudos, ainda, demonstram uma relação, fortemente sugestiva, entre a patologia e a herança genética familiar.

O diagnóstico de TAB pode ser um desafio. Alguns estudos reportam períodos de até 20 anos entre o início dos sintomas e o tratamento inicial do transtorno. Existe uma estimativa de que cerca de 30 a 45% dos pacientes com TAB do tipo I, ou seja, com apresentação de sintomas maníacos, sejam diagnosticados, equivocadamente, como tendo depressão unipolar. Uma das razões para este fato é que pacientes com TAB procuram tratamento duas a três vezes, mais frequentemente, quando estão em estado depressivo do que quando em estado maníaco.

O principal desafio do clínico, ao avaliar um paciente com episódio depressivo, está em confirmar se os sintomas fazem parte de um episódio depressivo unipolar ou de um transtorno bipolar. Entretanto, sintomas como hipersonia, hiperfagia, retardo psicomotor, sintomas psicóticos, início do quadro mais precoce ou no puerpério, história familiar positiva para TAB, e refratariedade aos antidepressivos são evidências mais frequentes em quadros de depressão bipolar.

Os pacientes com TAB apresentam uma alta prevalência de comorbidades com outros transtornos psiquiátricos. Cerca de 65% apresentam algumas comorbidades. As mais comuns são os transtornos ansiosos e o abuso e dependência de substâncias.

O tratamento do TAB envolve distintas abordagens para os diferentes quadros clínicos em que se encontram os pacientes. A terapêutica requer um planejamento a longo prazo, frequentemente, envolvendo uma equipe multidisciplinar e terapia biológica, através do uso de psicofármacos e da estimulação magnética craniana de repetição.

A esquizofrenia

A esquizofrenia é uma patologia mental crônica, caracterizada por um grupo de síndromes, usualmente agrupadas em torno de cinco dimensões psicopatológicas: sintomas positivos (delírios, alucinações, fala desorganizada); sintomas negativos (retraimento social, embotamento afetivo, empobrecimento da fala, descuido com a higiene pessoal  e com a alimentação, perda de interesse nas relações sociais e nas atividades diárias); sintomas cognitivos (alterações formais do pensamento, déficit de atenção e de funções executivas);  sintomas agressivos ou hostis, além de sintomas afetivos (depressão, mania e ansiedade), que podem estar presentes como sintomas que em geral antecedem o quadro.

A esquizofrenia é uma doença frequente, universal, que incide em 1% da população e ocorre em todos os povos, etnias e culturas, classe social, e a incidência é igual nos dois sexos. Instala-se em pessoas jovens e o pico da instalação ocorre, no homem, por volta dos 25 anos, e na mulher, por volta dos 29/30 anos.

O início mais precoce dos sintomas, tem demonstrado pior prognóstico e maior gravidade de desorganização e sintomas negativos, além de comprometimento cognitivo importante. Estudos têm relatado a associação entre alguns fatores e o risco de desenvolvimento da doença, dentre eles: complicações gestacionais, estações de nascimento, idade parental, alterações no desenvolvimento infantil, doenças autoimunes, abuso de cannabis sativa e fatores genéticos.

Após o primeiro surto psicótico, o curso da doença torna-se variável entre os pacientes. Na evolução mais comum, há exacerbações de sintomas positivos, associados a um curso crônico de sintomas negativos. Com o decorrer do tempo, os sintomas positivos tendem a ser menos graves, enquanto os negativos se tornam mais pronunciados.

O agravamento da doença parece estar associado ao período de psicose sem tratamento, evoluindo, via de regra, com períodos de recaídas e remissões, em geral incompletas, entre os episódios, com níveis variáveis de prejuízo funcional e de comorbidades.

As comorbidades psiquiátricas mais comuns, entre pacientes portadores de esquizofrenia, são as síndromes de ansiedade, depressão e abuso de substâncias psicoativas. A grande prevalência de abuso destas substâncias, entre os pacientes com esquizofrenia, está associada a maior frequência e gravidade de sintomas psicóticos. Álcool, maconha e tabaco são as substâncias mais frequentemente implicadas e geram um prejuízo adicional, além da piora da psicose, e limitam a ação terapêutica dos fármacos antipsicóticos.

De maneira geral, o tratamento da esquizofrenia baseia-se em ampla abordagem, incluindo: uso de medicações psicotrópicas, estimulação magnética transcraniana de repetição e intervenções psicossociais, que objetivam a redução da frequência e gravidade dos episódios psicóticos, bem como a melhoria na qualidade de vida e capacidade funcional dos pacientes.

Transtorno de Ansiedade

Os transtornos de ansiedade constituem um quadro psicopatológico bastante complexo e compartilham algumas características em comum, como a predominância de ansiedade e medo, a evitação de situações e experiências temidas e a confiança nos comportamentos de segurança para lidar com estas situações. Os principais transtornos de ansiedade são: fobias específicas, transtorno da ansiedade generalizada, transtorno do pânico, agorafobia, fobia social, transtorno obsessivo compulsivo e  transtorno do estresse pós-traumático.

Prevalência

Quando agrupados, os transtornos ansiosos são os mais prevalentes ao longo da vida, dentre todos os transtornos mentais. Já entre os transtornos ansiosos o de maior prevalência é a fobia específica, estimada entre 6-12%, ao longo da vida.

Etiologia

A etiologia dos transtornos ansiosos é multifatorial.  São transtornos de curso crônico, em geral. Os guidelines, ou seja, as recomendações mais atuais, indicam eficácia de tratamento com agentes farmacológicos e psicoterapias, sendo a terapia cognitiva comportamental (TCC) a primeira da linha, bem como a combinação dos dois tratamentos.

Fobias Específicas

O transtorno é identificado pela presença de medos irracionais, associados à evitação de estímulos específicos ou situações determinadas e com prevalência, variando entre 6 a 12%, ao longo da vida. Os sintomas costumam ter início na infância e adolescência, sendo mais comum no sexo feminino. Em geral, a situação fóbica é evitada pelo sujeito ou suportada com grande ansiedade e pode interferir, significativamente, na rotina normal do paciente. Os sinais e sintomas observados podem consistir em: sudorese, aumento da frequência cardíaca e tremor, além do desconforto subjetivo vivenciado pelo paciente. As formas mais comuns de fobia específica são: fobias a animais, ambiente natural (altura, tempestade, água), sangue-injeção-ferimentos, situacionais (elevadores, aviões, locais fechados) e outros tipos (esquiva a situações que possam levar a asfixia, vômitos, ou a contrair uma doença).

Estima-se que entre 50 a 80% dos indivíduos com fobia específica apresentem outro transtorno psiquiátrico. Em relação ao tratamento, a maioria dos pacientes não procura ajuda profissional e se limita a organizar suas atividades de modo a evitar contato com os estímulos temidos e gerar, em alguns casos, um estilo de vida bastante restrito.

Transtorno de Ansiedade Generalizada – TAG

O TAG é caracterizado como ansiedade e preocupações excessivas sobre vários acontecimentos ou atividades, na maior parte dos dias, durante o último período de seis meses.  É um transtorno mais comum em mulheres do que em homens e apresenta uma prevalência ao longo da  vida em cerca de  5%. Em geral a patologia acomete jovens, sendo a  média de idade estimada em 20 anos. O curso do transtorno é crônico, porém flutuante e, frequentemente, piora durante períodos de estresse.
A coexistência de transtornos comorbidos é comum e a prevalência pode atingir  50 a 90% dos pacientes, sendo a depressão e a distimia as comorbidades mais encontradas. Os sintomas mais comuns encontrados no TAG,  são:  ansiedade e preocupações excessivas, por no mínimo  seis meses, acerca de diversos eventos ou atividades e dificuldade em controlar a preocupação. Além da ocorrência de três ou mais sintomas, como: tensão muscular inquietude ou sensação de estar com os nervos à flor da pele, concentração prejudicada ou branco na mente,  irritabilidade, fatigabilidade e  Insônia.

Transtorno do pânico

O transtorno caracteriza-se por ataques de pânico recorrentes, inesperados, e ansiedade antecipatória em relação a novos ataques.  Apresenta prevalência entre 1,5 e 5% ao longo da vida e maior prevalência no sexo feminino. Em geral, a patologia torna-se crônica e possui curso variável. O pico dos sintomas ocorre, geralmente, entre as idades de 15 a 24 anos e 45 a 54 anos.

O ataque de pânico define-se com um episódio de intensa ansiedade, medo e desconforto, com início súbito e diversos sintomas somáticos e psíquicos (sensação de asfixia, vertigem, palpitação, tremor, sudorese, medo de morrer, medo de enlouquecer ou perder o controle, despersonalização ou desrealização, dor ou desconforto no peito e náusea ou desconforto abdominal). Sabe-se, ainda, que até 70% dos pacientes podem relatar distúrbio de sono, como ataques de pânico durante o sono.

O transtorno do pânico é uma patologia incapacitante, principalmente, quando associado à agorafobia, levando a comprometimento da capacidade laborativa e à redução da qualidade de vida.

Agorafobia

Transtorno caracterizado pela presença de ansiedade e evitação de situações em que poderia ser difícil obter ajuda.  Exemplos de situações evitadas por pacientes com agorafobia: estar sozinho em casa, sair sozinho de casa, locais com muitas pessoas, locais sem pessoas, elevadores, pontes, estradas, trânsito, meios de transporte, cinemas, auditórios, estádios, shoppings.  Os pacientes podem ser diagnosticados como tendo, apenas Agorafobia ou Transtorno do pânico com agorafobia.  Entretanto, o diagnóstico de agorafobia em pacientes que nunca tiveram transtorno de pânico é raro.

Transtorno de ansiedade social – TAS

O TAS consiste em medo acentuado e persistente de situações sociais, nas quais haja exposições a possíveis avaliações por parte de outras pessoas. Essas situações incluem comer, falar, e escrever em frente aos outros e conversar com estranhos ou autoridades.  Os sintomas de ansiedade, geralmente, são acompanhados por sintomas autonômicos, como, por exemplo, rubor, tremor, palpitação, sudorese e tensão muscular.

O transtorno apresenta prevalência ao longo da vida entre 5 a 13% e parece não existir prevalência entre os sexos.  O início dos sintomas, geralmente, se dá antes dos 18 anos, com idade média entre 10 e 13 anos, e apresenta curso crônico e sem remissões, além de ser associado ao comprometimento psicossocial e funcional.

Transtorno do estresse pós-traumático – TEPT

O TEPT decorre de exposição em um evento ou em situação estressante, de natureza excepcionalmente ameaçadora ou catastrófica, que provavelmente causaria angústia invasiva em quase todas as pessoas. Os sintomas desenvolvem-se após o evento traumático, por um período superior a um mês e  causam  sofrimento significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional. De forma simplificada, os sintomas  podem ser divididos em: sintomas de revivência (reexperimentação do evento traumático por meio de emoções, sensações e ou ações), sintomas de evitação e distanciamento emocional (evitação de pensamentos, sentimentos ou conversas associadas ao trauma),    (sintomas de hiperexcitabilidade (alterações no sono, surtos de raiva, redução da concentração, hipervigilância e reflexos de sobressalto exagerado).  A prevalência do TEPT varia entre 10 e 12,3% em mulheres e em torno de 5% em homens. Estudos têm assinalado elevada taxa de comorbidades psiquiátricas nos indivíduos com TEPT.

O tratamento dos pacientes inclui distintas teurapêuticas, como a redução da ocorrência e da severidade dos sintomas, das manifestações comorbidas e do prejuízo funcional.  As terapias mais empregadas incluem propostas farmacológicas e psicoterápicas.

Transtorno Obsessivo compulsivo – TOC

O transtorno revela-se sob as formas de pensamentos, ideias, imagens ou impulsos intrusivos e desagradáveis, ou seja, obsessões e comportamentos ou atos mentais repetitivos, realizados com o intuito de reduzir a ansiedade. Estes tornam-se, suficientemente, graves por consumirem tempo ou causarem sofrimento e prejuízo significativo. Em algum momento, durante o curso do transtorno, o indivíduo reconhece que as obsessões ou compulsões são excessivas ou irracionais.

Embora os sintomas do TOC apresentem um conteúdo extremamente variável, normalmente são agrupados em quatro grande fatores, incluindo: obsessões de contaminação associados a compulsões de lavagem, obsessões de conteúdo agressivo, religioso ou sexual, acompanhadas de compulsões de checagem, obsessões e compulsões envolvendo simetria e organização, obsessões e compulsões de colecionismo, acumulação ou estocagem.

O transtorno apresenta uma prevalência, ao longo da vida, em torno de 2 a 3% e acomete, na idade adulta, mais mulheres do que homens. A idade média do início dos sintomas ocorre aos 20 anos.  O tratamento do transtorno deve ser realizado através do uso de psicofármacos, em geral, em doses elevadas, associados à  terapia cognitiva comportamental.

 

Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade – TDAH

O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade é uma patologia iniciada na infância e caracteriza-se pelo quadro de agitação psicomotora, inadequado para a faixa etária, déficit de atenção e impulsividade. Com etiologia multifatorial e alta taxa de prevalência, na população pediátrica, apresenta-se como o transtorno psiquiátrico mais comum na infância.

Sabe-se que o TDAH jamais se inicia na idade adulta, ocorrendo em geral, nesta fase, uma melhora dos sinais e sintomas do transtorno.

Para o manual estatístico diagnóstico os sinais e sintomas da doença estão agrupados em dois grandes blocos. Um deles, o bloco da desatenção e o outro da hiperatividade e impulsividade. No bloco da desatenção, nove são os sintomas existentes, entre eles: dificuldade em prestar atenção, dificuldade em manter a atenção, não seguir instruções, dificuldade de organização, evitação de esforço mental, facilidade em distrair-se por eventos externos e esquecimento frequente em atividades diárias.

No bloco da hiperatividade observa-se dois subtipos. O subtipo hiperativo e o impulsivo. Alguns dos sintomas encontrados são: agitação com mãos e pés, inquietude, dificuldade em envolver-se em atividades de forma calma, além de respostas precipitadas. Para o diagnóstico em adultos são utilizados os mesmos critérios usados em crianças. Na realidade, sabe-se que os sintomas na idade adulta, se modificam, mas a disfunção e o prejuízo não. Apenas 10% dos pacientes com diagnóstico de TDAH não terão prejuízo na idade adulta. Portanto, os sintomas quando não tratados precocemente e de maneira adequada, podem persistir ao longo da vida, causando graves prejuízos interpessoais e ocupacionais, além do risco aumentado de comportamento aditivo e de grande impacto na qualidade de vida destes indivíduos.